Amor sem querer. Maçãs para comer.

Deixei de querer que me quisesses. Vi te não querendo, porque não queremos todos o mesmo, e decidi que não me deverias querer mais. 

Se ainda me queres ou não… que importa, se o teu querer é distinto do meu.?

Será que nos iremos querer no mesmo tempo e no mesmo espaço?

Se te quero? Já te quis bastante mais do que te quero agora. Penso que era essa a intenção do kharma: fazer me deixar de te querer, como normalmente vou querendo, para eu apreender de vez que não se tem tudo o que se quer quando se quer e bem lhe apetece. Afinal, não somos coisas para querermos assim como quem quer ir ao mercado comprar uma dúzia de maçãs. 

Ya… os amores foram maçãs para mim, e talvez te tenha visto como uma e por tu teres a tua posição marcada como pessoa e não como maçã, puseste me no meu lugar, e muito bem!

Grata!

E assim, deixei de te querer e desejo que não me queiras, para seres sempre uma pessoa para mim, e para eu começar a deixar as maçãs na fruteira, no lugar delas, na sua função de matar o querer de quem não alucina e não troca, pessoas por maçãs e vice-versa.

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Even if we split and make the “ours” something non physically related, i know that, we were and we are the most lovely love, the biggest game of sweetness, the best switch of smiles, the best conversations in acceptance. 
I dont Know if you know or agree with me, or if you feel the same I do, but if you dont, i dont give a shit, because i’m giving my best, without wondering if you’ll give me the same best of you. 

Persona, estou te grata!

Tenho uma personagem dentro de mim, que não sabe que é, que não afirma, sem querer, que é tão especial como todo o mundo. 

De alguma forma, esta persona, acredita que precisa. Precisar é o seu nome do meio. Ela precisa saber, precisa de carinho, de atenção, de saber que é especial, de querer, precisa que algum mundo externo gire, de alguma forma em seu torno, porque ela não sabe que pode girar sozinha. Ela precisa de segurança, precisa de conflito para chegar a ter razão face ao outro. 

Esta personagem tem os olhos esbugalhados sempre em busca de algo para conspirar contra si mesma, pois muitas vezes é assim que capta a atenção do outro. Por norma disfarçada de uma calma inacreditável, ela vive pousada e imóvel à espera que alguém surja no seu meio, de forma a viver aquela alegria e paixão que ela nao vai buscar á sua própria fonte. Sempre querendo cuidar de algo ou de alguém, habituou se a ser para os outros, aquilo que sabe tão bem discirnir, mas nunca para ela própria. 

Devido a toda esta falta de algo dentro de si, pousou se numa torre qualquer, feita da sua própria carência, onde espera um tal outro encantado que faça da vida dela algo melhor manifestado. Em tempos tive pena desta personagem. Andei, com a persona vincada em mim, nas ações e nas palavras, nas emoções e no racionar, culpando o mundo externo por ter ferido em tanto esta pobre personagem. 

Hoje foi o dia, em que a olhei nos olhos, aqueles cansados de tanto arreganhar, já ensanguentados por tanto pensamento desmedido de obsessões constantes. Fiz lhe frente e encostei lhe a minha testa a sua, penetrando no seu centro de dor, observando o quando ela se aproveitou deste meu corpo, como parasita sedenta do meu sangue. 

Durante este tempo todo de inconsciência, dei permissão à minha própria possessão, dei asas para que as minhas emoções fossem governadas por esse tal ser que criei em mim, quando estava aberta a receber as experiências que mais tarde iriam talhar o ser adulto que um dia iria ser. E fui! Deixei me levar pelo poder que os outros me tiraram e para além disso fiquei intrinsecamente fechada a ver as coisas com os meus olhos verdadeiros, com a ação presa ao sempre precisar que não passou da carência, propriamente dita. Dei carta branca e fui essa persona! 

Hoje abraço a, despeço me dela com o reconhecimento da sua importância para o meu crescimento e dou lhe o meu amor, libertando a de vez, vendo a no ar pairante onde se enfumaça em luz que a queima e a transforma, no passado que só no passado pode existir.

Sabes… crianças maduras!

Sabes… Tenho a minha juventude a sair fora da minha morada, a entrar totalmente na minha mente que de adulta ser já está farta. Tu és o sinal deste meu fora á adultez.
Podemos ser crianças até a pele nos saltar dos ossos?
Eu gostava e estou disposta a levar te comigo, já sabendo que tu já segues o caminho rumo ao jovial tempo, que assim como tira entrega os velhos sabores, agora novos, por este estado de sentido, de viver. Felizes somos, como crianças descalças, sem o pensamento preso ao comum adulto que caminha a achar que está a voar.

Em modo grato gratificante

Obrigada, oh mundo este, que és tão gentil comigo e com os meus!
Tu, que nos proporcionas saúde e bem-estar, alimento e mantimento, teto e amor que baste mesmo quando arrebatados pelo nosso péssimo hábito ingratidativo.
Imagino um qualquer Deus, que providencia, a partir de um qualquer ponto no Cosmos,  a abundância a todos os seres deste e de outros universos, e como ele fica boquiaerto com as tamanhas queixas que tantos “eu”s queixosos largam como pingas de suor em dias quentes de verão, e a figura que estes queixumes formam quando se aglomeram no espaço, criando a força de um Kharma negativo global a rebolir em prol de nos proporcionar mais coisas com que nos queixar, sempre a triplicar.
E Deus disse:
” Que espécie estupida! Eu que crio um porta escancarada, donde veem as melhores riquezas desta dimensão, e estes cromos a desperdiçar os meus esforços. E dou-lhes eu tempo para isso?! Vou fodê-los! Vou inventar o kharma!”
Imagino assim, este nosso Criador. Deve ter gerado a lei da causa e do efeito, precisamente para provarmos os dissabores da nossa ingratidão.
Feio é cuspir no prato onde se come todos os dias… um prato que dura até ao último suspiro da nossa vida.
E por isso mesmo, agradeço por tudo, a um Deus, a vários, ao Universo, às manhas que me recebem e aos finais de dia que me adormecem, às forças centrifugas da Criação, por aqui me deixarem pousar diariamente, neste vale de oportunidades, onde escolho ser feliz e grata, a toda a hora, por me deixarem respirar este ar de sabor a mar.

5 de novo a amar

​Apareceu me um amor. Um amor que não é nada igual aos outros tantos que tive, mas igual a pequenas partes de cada um que cruzou o meu coração. Este amor fala… fala do que é, do que podemos ser e do que podemos não ser. Declara se diariamente, ganha me sempre que me toca, sempre que me troca pelas possibilidades que eu penso estarem guardadas nos impossíveis.

É um amor em forma de gorila bem formado pela vida… sem ser perfeito transforma as palavras em divinos diálogos, honesto como nunca antes encontrei nos amores que me foram ensinando a não confiar nas palavras dos humanos.

” Sabe o que nos distingue dos deuses? A imortalidade.” Disse me no segundo encontro que tivemos e ai eu soube que ele era a parte que me faltava para seguir o meu caminho rumo aos meus poderes de deusa, que esperavam pelo meu resgate.

Este amor quer me tirar das dúvidas e dos medos em que vivi, quer que eu cresça rumo aos meus sonhos e quer fazer parte desse crescimento enquanto tivermos o bom para dar um ao outro. Este amor é um presente presente, que apenas quer viver um presente livre dos julgamentos que me foram prendendo ao passado sombrio e ao futuro que temo por ser incerto e desconhecido.

Quando eu resisti ele persistiu. Ele lutou pelo começo de um nosso caminho, mais por mim do que por ele, pois viu em mim o medo que me estancou do rio abundante de tudo, aquele em que passei grande tempo a observar, na margem do mesmo, sem coragem de nele entrar, deixando o meu espaço, no leito, livre para os outros viverem as dádivas da vida.

Como fui egoísta sem beneficio próprio!? Egoísta em me privar de viver a grandeza da minha alma, que tantos quer resgatar.  

Uns dias antes de me fundir com este amor, existiu uma sensação de ardor, de que algo estava para vir. Um numero 5 repetido vezes sem conta a indicar me uma mudança de grande porte que iria apoderar a minha vida de rumos e historias novas, de entradas para caminhos feitos à medida da minha grandeza escondida atrás dos meus receios. Agora, entendo o que os números queriam dizer e entendo a mudança que o universo, em consonância com os meus sonhos profundos, exige das minhas escolhas: abertura para receber, dando aos medos motivos para se arrumarem para o canto minúsculo da sua insignificância.

Este amor, é um amor cheio de tudo o que eu poderia vir a desejar e a gratidão está aqui, a segurar toda esta minha vontade de continuar a aumentar um amor que, mesmo que não tenha vindo para ficar, veio me roubar do que sempre tentei ser: um pequeno molde de barro pequeno demais para tudo aquilo que realmente sempre fui e nunca me deixei ser.

Sonhos e aberturas

Adoro sonhos! Até mesmo os menos sorridentes. Esses dizem tanto de mim e de como devo estar presente no meu interior.
Esta noite sonhei bastante. Com brigas familiares, jantares fartos, um Ferrari oferecido, amigos, conhecidos. E entre todas estas coisas alguém que desconheço surgiu para me acalmar, para me dar o abraço mais quente de que alguma vez fui alvo.
Ele era calmo e sereno. Loiro de estrutura média… Um companheiro que observou silenciosamente o que se passou em todas as turbulências e histórias que meu subconsciente trouxe durante o meu sono.
Nao era um anjo: não tinha asas.
Mas a presença era de alguém com uma sabedoria e um entendimento fora do normal, colocando me a calma nos momentos mais ferozes de mim, dando me a mão quando elas, as minhas mãos, se soltaram sozinhas no decorrer dos meus momentos sonâmbulos mais desesperançados.
Por vezes sonho acordada com um alguém assim, sabendo que ele viaja pelas terras do Mundo, sonhando, por vezes, com alguém como eu.
Sou aquele tipo de pessoa que acredita no amor como quem acerta que o céu é vasto. Tornei me naquele tipo de mulher que, além de cultivar o amor dentro, acredita que lá fora anda alguém processando o mesmo tipo de crescimento, amor próprio e esperança sustentando um sonho de partilha de amor.
Acredito também que, quando este amor interno já não couber dentro do meu peito que irá transbordar de tal maneira que trilhará caminhos de encontro às estradas criadas por esse alguém que, com o mesmo jorrar que eu, seguirá o cheiro do amor que nutrimos de igual forma… Aquele amor que nos curou e que mais cedo ou mais tarde encarregar se á de nos unir.

Acho que todos devemos acreditar, até certo ponto, que existe alguém que complementará o que já temos de melhor, sumando momentos e conhecimentos ao nosso caminho individual, proporcionando aquele empurrão rumo ao que está de melhor destinado á nossa vida. Acredito que a partir de um determinado momento nos preparamos para receber esse amor, que se distinguirá de todos os outros. Apenas temos que nos abrir.
A abertura permite nos viver tudo o que há para viver, receber os ensinamentos que a vida nos entrega, experimentar os vários sabores da existência, cair para sabermos que nos conseguimos levantar, agradecer o que temos e entender que o que nos falta não tem importância diante de tudo aquilo que já possuímos. Permite nos, ainda, perdoar para seguirmos em frente, amar os nossos defeitos e mudar as nossas virtudes. Abertura é estar  apto a receber sem limites!
E é com ela que acabamos por receber toda esses sonhos que guardamos dentro do peito, com a esperança de um amanhã mais completo, de uma amanhã com mais somas do que subtrações…
Aquele amanhã que só virá quando no presente estivermos completos de nós mesmos, sem mais espaço para guardar tanto amor, de maneira que ele seguirá para fora de nós fluindo ao encontro de lugares nunca antes pisados.